Teletime – Samuel Possebon
As operadoras de telecomunicações estão elaborando uma proposta para resolver as dificuldades de uso da faixa de 3,5 GHz para o 5G decorrentes das interferências na banda C do satélite. Ao contrário das emissoras de TV, que sugerem ao governo a migração dos canais e usuários de TVRO (distribuição de TV via satélite) para a banda Ku, o setor de telecom entende que é muito mais barato e eficiente, além de garantir o cronograma e os investimentos em 5G, uma mitigação de interferências direcionada, utilizando filtros apenas nos casos em que o problema de fato se apresentar.
O argumento central deste modelo alternativo é econômico: enquanto este modelo baseado na mitigação das interferências com filtros custaria cerca de R$ 460 milhões, nas estimativas das operadoras, o modelo de migração para a banda Ku proposto pelas emissoras poderia custar, no limite, até R$ 9,6 bilhões, segundo estudos a que este noticiário teve acesso. Na semana passada, por exemplo, a Abratel (associação de radiodifusores capitaneada pela Record) chegou a apresentar ao governo uma conta de R$ 2,9 bilhões para resolver o problema, mas apenas para os beneficiários do Cadastro Único.
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