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Mesmo após adquirir a fatia da CDPQ na FiBrasil, elevando sua participação para 75,01%, a Vivo (Telefônica Brasil) continua sendo praticamente o único cliente da rede neutra, reconheceu Christian Gebara, diretor executivo, em apresentação dos resultados da operadora nesta terça-feira (29).
Atualmente a Vivo corresponde a mais de 95% da receita da operação em da FiBrasil, enquanto o restante do capital (24,99%) permanece com a Telefónica Infra, braço global de infraestrutura do próprio grupo espanhol. Com isso, a FiBrasil passa a ser 100% controlada por entidades ligadas à Telefônica.
Gebara reconheceu que, apesar da rede manter formalmente sua estrutura neutra, a Vivo é “praticamente o único cliente relevante”. No entanto, não foram apresentados planos concretos para diversificar a base de clientes. O novo arranjo acionário, contudo, depende ainda da aprovação da Anatel e do Cade.
O executivo também reforçou que a FiBrasil já finalizou sua expansão inicial, com 4,6 milhões de domicílios habilitados, e que a Vivo agora pode operar com seus próprios recursos.
Mas a ausência de iniciativas voltadas a atrair ISPs ou outros operadores levanta dúvidas sobre a real neutralidade da rede no médio prazo. Caso venha a aprovação do Cade, a estrutura reforça a verticalização da Vivo, que além de provedora final, também passa a concentrar o controle da infraestrutura.