Não existe espectro para o 6G no Brasil sem ser 6 GHz

No Brasil, não há espectro para o 6G sem ser a faixa de 6 GHz, afirmou Vinícius Caram, superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, em evento em São Paulo. Caram destacou a ausência de espectro disponível abaixo de 6 GHz com portadora de 200 MHz, enfatizando que o Brasil não pode se dar ao luxo de ficar sem essa faixa essencial para o desenvolvimento da próxima tecnologia móvel.

O superintendente também propôs uma harmonização do uso da faixa entre redes móveis e wi-fi, criticando a baixa adoção do wi-fi 6E pelos provedores de internet. Segundo ele, a ineficiência no uso da faixa é agravada pela alta dos preços, que decorre da falta de escala na produção de equipamentos compatíveis, como modems e roteadores.

Caram acredita que a situação pode melhorar com a assinatura de um consenso em nível internacional sobre o uso da faixa.

Em contrapartida, representantes do setor privado defendem a destinação integral da faixa de 6 GHz para uso não licenciado. Este lado projeta que o wi-fi 7 trará mais oportunidades de investimento e inovação do que o Wi-fi 6E, sugerindo que o mercado estará mais aberto a novas ofertas.