Entrante da telefonia móvel como operadora regional do 5G, a Unifique ainda está dando os primeiros passos na operação comercial do serviço celular. Em evento sobre espectro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), nesta terça-feira, 25, o CEO da empresa, Fabiano Busnardo, apresentou os desafios para entrar no segmento que classificou como “uma indústria de gigantes, onde os sistemas são feitos para empresas gigantescas”.
O executivo deu a entender que ter apenas a frequência de 3,5 GHz adquirida no leilão do 5G é insuficiente, de modo que o acesso à faixa de 700 MHz, ainda que em caráter secundário, tem sido uma forma de atenuar as dificuldades operacionais. Nesse sentido, ele reivindicou que a Anatel equilibre a distribuição de faixas baixas e altas nas próximas licitações.
“Viemos a aprender o quanto é difícil começar a operação só com essa banda [de 3,5 GHz]. Aliás, eu diria que é impossível. Alguns players já sabiam disso, mas aprendemos agora”, disse Busnardo. “O grande desafio é poder acessar uma faixa baixa. (…) Conseguimos uma solução temporário que vai nos ajudar a startar [iniciar] com velocidade com essa frequência em regime secundário, mas precisamos de uma solução definitiva para ter segurança e uma operação mais sustentável ao longo do tempo”, complementou.