Brasil | “Não faz sentido dizer que remuneração de rede quebra a neutralidade”, afirma técnico da Anatel
A neutralidade da rede foi estabelecida para impedir que o proprietário da rede de telecomunicações priorize o tráfego em detrimento de uma ou outra aplicação, ou seja, foi criada para controlar o poder de mercado econômico, e, por isso, “não faz sentido algum falar que a remuneração da rede quebra a neutralidade”, disse hoje, 6, o superintendente de Regulação da Anatel, Nilo Pasquali em debate promovido pela Abranet.
Isso não quer dizer, no entanto, que as operadoras de telecomunicações precisariam de um fair share (ou seja, remuneração de rede justa pelo excesso de uso de suas redes), porque ainda não se sabe se há desequilíbrio nessa equação, advogou ele. ” A internet é naturalmente discricionária, pois funciona pelo “melhor esforço”, ou seja, prioriza o tráfego cursado, e por isso não se pode dizer que qualquer mudança no artigo 19 do Marco Civil implica afetar as aplicações na web”, completou.
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