Ministros de Comunicações do BRICS aprovam medidas para redes do futuro

Bloco emergente composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul cria o Instituto de Redes do Futuro do BRICS e coloca em prática plano já mencionado em 2019.

O texto aprovado pelos representantes do BRICS, em reunião na Cidade do Cabo, na África do Sul na última sexta-feira, 4, lista como prioridades a inclusão digital, conectividade universal, governança da internet e a usual cooperação multilateral.

Não só isso, o documento elaborado pelas equipes técnicas dos cinco países, estabelece a criação do Instituto de Redes do Futuro do BRICS (BIFN, na sigla em inglês), que já havia sido mencionado pelo bloco em 2019, e que tem como objetivo encaminhar as propostas em conjunto. Mas agora o BIFN já possui termo de referência e plano de ação.

Tanto o BIFN quanto a força-tarefa reunirão especialistas de cada um dos países-membros, cria uma oportunidade de engajar não apenas os governos, como também centros de pesquisa, entre outros.

“No caso do Brasil, estamos prontos a nos engajar em iniciativas conjuntas, por meio do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), instituição que é nosso braço nacional do BIFN”, disse o ministro Juscelino Filho.

Recomendado: Lula e MCom inauguram infovia 01 que levará internet rápida a 3 milhões de pessoas na Região Norte

“Não ficamos apenas nos objetivos e princípios, mas criamos ações concretas no âmbito do BRICS, com oportunidade de desenvolvimento ao longo dos anos. O próximo passo é colocar em prática e realizar nossos projetos em conjunto”, acrescenta Daniel Cavalcanti, coordenador-geral de políticas públicas para serviços de telecomunicações do MCom.

China sinaliza cooperação para expansão do 5G no Brasil

A China encontra-se em uma fase avançada de implementação do 5G, com quase 3 milhões de estações de base em operação e cerca de 500 mil casos de aplicação dessa tecnologia, principalmente na indústria. Além disso, o país já está estudando o desenvolvimento e a aplicação da próxima geração de dados móveis, o 6G.

Na China, a adoção do 5G não apenas melhorou os níveis de eficiência em várias indústrias, mas também reforçou a segurança dos trabalhadores e dos processos.

“Percebemos que o Brasil tem acelerado o processo de implementação do 5G e estamos dispostos a colaborar para a estratégia brasileira de digitalização da economia. Podemos apoiar-nos mutuamente para a construção de think tanks de alto nível“, declarou Zhang Yunming vice-ministro da Indústria e Tecnologia da Informação chinês.

Relações diplomáticas

Em março deste ano, o MCom e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China firmaram memorando de entendimento no final do mês de março, quando o Presidente Lula visitou o país asiático. Este instrumento representa uma oportunidade para reforçar o diálogo e buscar soluções que possam trazer benefícios mútuos.