Valor – Sérgio Tauhata
Um dos bancos mais antigos dos EUA, com mais de 230 anos, o BNY Mellon costuma frequentar menos o noticiário que outros gigantes financeiros americanos, como J. P. Morgan, Goldman Sachs ou Citibank. Isso porque a instituição que surgiu com a junção do Bank of New York e a Mellon Financial, em 2007, especializou-se em áreas menos midiáticas de Wall Street: é uma das maiores provedoras de tecnologia financeira e serviços para o sistema bancário no mundo.
Aqui no Brasil, não é diferente. A casa tem planos de expandir sua atuação no mercado doméstico, mas planeja fazer isso de modo orgânico e não por meio de aquisições. “Nós não competimos com os nossos clientes, não somos banco de investimento ou gestores de riquezas, somos um tipo de organização que busca construir partes do negócio local junto com o cliente, oferecendo uma plataforma tecnológica global”, afirma o executivo-chefe global de crescimento do BNY Mellon, Akash Shah, em entrevista ao Valor.
O banco americano quer surfar a onda da diversificação e da evolução de setores como crédito, pagamentos e mercado de capitais brasileiros. “Nós fazemos dinheiro de maneira muito diferente da maioria dos bancos”, ressalta. “Porque o que oferecemos são tecnologia, dados e serviços a outras instituições. No país, podemos ser a infraestrutura e o suporte para muitos lados dessa equação [de crescimento dos mercados].”
Mais informações: https://valor.globo.com/financas/noticia/2022/04/11/bny-quer-avancar-na-oferta-de-tecnologia-financeira-no-brasil.ghtml