Valor – Daniela Chiaretti
Se os caminhos da indústria brasileira e da transformação digital do século XXI não forem orientados para a mobilidade urbana inclusiva e com redução de desigualdades, a tendência é de retrocessos. Os principais riscos são perda de empregos, continuidade de produção de carros poluidores, dependência externa para o fornecimento de veículos elétricos, maior elitização do automóvel e falência do sistema de transporte público atual.
Os alertas estão no estudo “Transição da Indústria Automotiva Brasileira” feito por pesquisadores do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), ONG fundada em 2006 com foco na análise de sistemas de transporte e energia sustentáveis. O trabalho procura identificar os desafios e a transição da indústria automotiva no Brasil para contribuir com mobilidade inclusiva, de baixa emissão e com empregos.