domingo, noviembre 27, 2022
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5G pode ser o caminho para a reindustrialização do Brasil

Em evento da MediaTek, os painelistas falaram sobre a importância do 5G para a indústria e como o governo e as operadoras contribuem para o desenvolvimento da tecnologia.

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O 5G é a via principal para a próxima revolução industrial e, no caso do Brasil, pode ser o caminho para a reindustrialização. Essa foi uma das mensagens passadas no MediaTek Mobile Latam Congress na manhã desta quarta-feira, 14. 

Guilherme Spina, CEO da v2Com, comentou que o transporte de cada bit no 5G é mais barato do que no 4G e que a rede tem baixo consumo de energia, por isso a digitalização é facilitada. É possível conectar milhares de sensores e câmeras inteligentes em plantas industriais, por exemplo.

“A gente acredita que a curva de adoção vai ser das empresas mais sofisticadas para as menos sofisticadas. Por isso, o foco é falar com a grande indústria, e é uma necessidade do Brasil. O 5G pode ser avenida para a reindustrialização do Brasil”, disse. “Com o passar da década, com a tecnologia mais madura, tem a possibilidade de empacotar o 5G e as aplicações e gerar valor para as indústrias menos automatizadas”.

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A Secretária de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Nathalia Lobo, mencionou um estudo da Nokia e da Omdia, o qual estima que o 5G impactará US$ 1,2 trilhão no PIB brasileiro até 2035. Esse montante virá de avanços da agricultura, da manufatura, do governo digital, entre outros.

Lobo diz que o papel do governo para atingir essa expectativa é garantir que os compromissos advindos do leilão do 5G sejam realizados – responsáveis por aumentar a cobertura móvel e de fibra óptica – e facilitar a construção de redes privativas. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por exemplo, destinou 100 MHz da faixa de 3,7 GHz para redes privativas.

Atila Xavier, Chief Technology Officer da TIM, afirmou que é importante observar a preparação das operadoras para atuar com o 5G. Desde julho, as empresas estão ativando a tecnologia nas capitais brasileiras e, segundo ele, é resultado de um trabalho que vem sendo realizado desde 2019, quando foram feitos os primeiros testes.

“Pelo lado das operadoras é importante que as pessoas vejam a preparação. A TIM vem fazendo um trabalho há alguns anos, pensando na evolução, de avançar a rede 4G e tecnologias como VoLTE.”

Modelo para outros países

Para Spina, a regulação do 5G no Brasil foi bem desenhada: foi disponibilizada grande quantidade de espectro e todas essas faixas dão ganho de escala, melhorando os custos para as empresas.

Lobo destacou o fato de o leilão do 5G ter sido não arrecadatório, priorizando compromissos de abrangência em sedes municipais e localidades e a modernização das redes de fibra óptica.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, periodista de temas digitales, telecomunicaciones y tecnología y corresponsal de DPL News en Brasil y lengua portuguesa. Editor, jornalista digital, de telecomunicações e tecnologia e correspondente do DPL News no Brasil e em português.

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