5G: dois anos após implantação, indústria busca aumentar casos de uso

Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial tem firmado parcerias e lançado programas pela conectividade 5G e inteligência artificial para impulsionar a indústria 4.0

Dois anos após a implantação, a rede 5G já cobre diversas cidades, incluindo todas as capitais, com uma cobertura média de 45% e um total de 28 milhões de usuários, embora a frequência já esteja disponível para ativação em 90% do país. Habilitadora da Internet das Coisas (IoT), a discussão sobre a tecnologia a essa altura é em como ampliar seu uso na indústria e sua monetização.

“Há exemplos como o Projeto Open Lab 5G, que abre oportunidades para novos modelos de negócio e de operações, em que as empresas podem implantar e operar redes privativas 5G próprias”, explica Valdênio Araújo, analista de Inovação e Produtividade da Unidade de Difusão de Tecnologia da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) à DPL News.

Araújo acrescenta que conforme a tecnologia amadurece, cresce a adoção de redes privativas e diz que, alinhada ao programa Nova Indústria Brasil, a ABDI já atendeu a demanda tecnológica de mais de 120 empresas com a iniciativa MetaIndústria.

Esta parceria com 30 empresas e universidades, as transforma em casos de uso do 5G atrelado à inteligência artificial (IA), big data, gêmeos digitais e robôs, em fomento à chamada Indústria 4.0.

Meta de avanço do 5G no Brasil

A rápida expansão da rede 5G, superando as metas estabelecidas pelo edital, já conta com um número de estações de rádio base superior ao exigido, ao passo que a operação do 5G no Brasil elevou o país ao ranking global de velocidade de download. Em 2022 o país ocupava a 80ª posição e, atualmente, ocupa a 45ª, considerando o 3G, 4G e 5G.

O edital do 5G, lançado no final de 2021, estabeleceu regras e compromissos para que todas as cidades do país tenham sinal 5G até o final de 2029. Esforços estão sendo feitos pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para antecipar essas ativações e garantir que a cobertura seja igual ou superior à do 4G. 

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O Gaispi  (Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na Faixa de 3,5 GHz), que coordena atividades essenciais para a implementação do 5G, incluindo a migração da TVRO para a banda Ku e a desocupação da faixa de 3.625 a 3.700 MHz, fez com que o cronograma fosse concluído com quase dois anos de antecedência.

O cronograma de atendimento especifica metas anuais para aumentar a quantidade de antenas nas capitais e expandir a cobertura para municípios com diferentes tamanhos de população.

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Entre as três maiores operadoras, a TIM já cobre mais de 350 cidades com a rede de quinta geração, contemplando 57% da população urbana com mais de oito mil antenas 5G no país. Respectivamente, Claro e Vivo cobrem pouco mais de 200 mil e 150 mil cidades. Todas já começam a adentrar os municípios de até 100 mil habitantes.

A Lei das Antenas também tem sido crucial para a expansão da infraestrutura e ativação de novos sites 5G. Segundo a Anatel, esta tecnologia tem o potencial de impulsionar significativamente a economia do Brasil, com estimativas de adicionar aproximadamente 0,50% ao PIB anualmente até 2030, o que representa US$ 41 bilhões no período . 

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